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Infestação de Caramujos Africano na área Urbana

  • Publicado em 17/12/2018

Autor: Elizângela Dias Viotto

A Secretaria de Saúde comunica a todos que infelizmente nesse período chuvoso em alguns setores da cidade vem sendo encontrado o Caramujo Africano, seu tamanho varia muito, porém, muna proporção menor que o ano passado. Foi solicitado que os Órgãos Públicos e Responsáveis pela Vigilância Ambiental tomassem as devidas providências. É de conhecimento de toda a comunidade que no mês de Outubro/2018 o setor de Vigilância Ambiental juntamente com a Vigilância Sanitária realizou mutirão de sensibilização e orientação da comunidade em relação à infestação do mosquito Aedes Aegypti e Caramujo. Em relação ao Aedes a preocupação é muito maior devido uma probabilidade grande de termos uma epidemia em nosso munícipio, já em relação ao caramujo Africano nossa preocupação também requer vigilância devido esse molusco trazer inúmeros problemas de saúde, todavia, vale salientar que até o momento não foi diagnosticado nenhuma doença relacionada a ele em nosso município.

Após mutirão realizamos recolhimento de inúmeros entulhos na cidade, foram gradeados alguns terrenos, foram informados os cuidados que cada morador deve ter. Foi entregue inúmeros termos de alerta cobrando os moradores de residência em condições desfavoráveis e donos de lotes abandonados com mato. Vale lembrar que a Vigilância tem como objetivo conduta orientativas e sensibilizar a comunidade em relação aos seus deveres. Não temos caráter punitivo, contamos com a responsabilidade de cada morador para desempenhar os deveres básicos de cidadania, como por exemplo, cuidar de seu quintal, terrenos, evitar que sua residência coloque em risco a comunidade.

Sempre lembramos que em relação ao Caramujo Africano e o Mosquito Aedes Aegypti a população é fundamental no combate, pois infelizmente os problemas estão dentro das residências e terrenos que tem proprietários, sendo de sua obrigação zelar pelo seu bem, dando paz e conforto pra comunidade e sua família.

 

“ENTENDA MAIS SOBRE O CARAMUJO AFRICANO”

O Caramujo Africano (Achatina fulica) é uma espécie de molusco terrestre tropical, originário do leste e nordeste da África. Foi mundialmente disseminada pela ação humana ligada a gastronomia, pela região da Tailândia, China, Austrália, Japão e recentemente pelo continente americano. Essa espécie é considerada uma das cem piores espécies invasoras do mundo causando sérios danos ambientais. No Brasil foi introduzida a partir 1988 como uma forma barata de substituir o escargot.

Os indivíduos adultos de caramujo africano podem atingir uma massa de mais de 200g e chegar a 15 cm de comprimento de concha. É um caramujo de concha cônica marrom ou mosqueada, alcançando a maturidade sexual entre quatro e cinco meses. Os indivíduos são hermafroditas, podendo realizar até cinco posturas por ano, com 50 a 400 ovos por postura.

Ativo no inverno, resistente ao frio e à seca, geralmente passa o dia escondido e sai para se alimentar e reproduzir à noite ou, durante e logo após as chuvas.

A invasão do caramujo africano no Brasil se constitui não só num problema principalmente em áreas urbanas, mas também cresce em áreas naturais importantes. Devido à ampla distribuição do molusco no Brasil, torna-se impossível erradicá-lo. Porém, o controle local continua possível, embora requeira grandes custos financeiros e mão-de-obra.

Em países de climas tropicais, os prejuízos à agricultura são ainda maiores, primeiramente, porque há perda de produtividade na colheita devido ao ataque destes herbívoros, sem contar o ataque a outras plantas que fornecem o enriquecimento da camada superficial do solo. Podem também transmitir organismos patogênicos para as plantas. Em segundo lugar, há o custo do trabalho e dos materiais associados com a gerência da praga. Terceiro, há perdas como a limitação dos tipos de plantações que podem ser cultivadas, devido às mudanças do ambiente e a presença do caramujo.

Diversas estratégias físicas, químicas e biológicas têm sido utilizadas no controle do caramujo. O controle ativo é considerado o método mais eficiente de manejo para o molusco e requer, primeiramente, a coleta e a destruição dos caramujos e seus ovos das áreas infestadas. A coleta deve ser repetida com frequência, ao longo do ano, sem interrupção, e isso se deve a grande fecundidade da espécie, e deve incluir áreas urbanas, áreas agrícolas como hortas e roças, áreas agrícolas abandonadas, bordas de florestas e de brejos.

 

“O QUE DEVEMOS FAZER PARA O CONTROLE E ERRADICAÇÃO DO CARAMUJO”

O biólogo e especialista em entomologia urbana, Sérgio Bocalini, vice-presidente executivo da Associação dos Controladores e Vetores de Pragas Urbanas (APRAG), dá 08 dicas de como evitar o contato com esta espécie de molusco, que virou praga no país:

1. Nunca comer os moluscos capturados, tampouco criá-los; 2. Para capturá-los, utilize luvas ou sacos plásticos para proteger as mãos; 3. A melhor ocasião para capturar os moluscos é no crepúsculo e/ou dias nublados e chuvosos, pois é quando saem de seus abrigos em maior número; 4. Para destruí-los, coloque os moluscos encontrados em um balde com água e bastante sal de cozinha até que parem de se mexer. Depois, quebrar as conchas para que a água da chuva não fique nelas e depois enterrar ou por no lixo;

5. Os ovos dos moluscos, pequenos e de cor clara e duros, devem ser destruídos por fervura em água ou cal antes de colocá-los no lixo;

6. Não só os caramujos gigantes podem representar riscos, então evite manusear outras espécies de moluscos como lesmas e caracóis de jardim, pois podem ser também hospedeiros de Angiostrongilíase, principalmente em ambientes com presença de roedores; 7. Antes de consumir hortaliças, lavar cuidadosamente e desinfetar com solução clorada todas as folhosas que serão consumidas cruas; 8. Evitar entulhos, lixos em quintais, jardins e terrenos.

 

“FUNÇÕES DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE E ENDEMIAS”

Esses profissionais atuam junto à comunidade em visitas a casas e locais que podem ser atingidos por qualquer tipo de endemia ou epidemia, é um elo entre secretaria e comunidade. No dia a dia esse profissional faz levantamentos e indica locais com problemas, faz controle de doenças que estejam surgindo em determinada região e também faz ações relacionadas à saúde do local em que atua. A obrigação e dever de coleta de caramujos, retirada de entulhos dos quintais e terrenos é de responsabilidade do morador ou dono do imóvel.

Não existe um trabalho eficiente por parte da Vigilância Sanitária e Ambiental (Endemias) se não tivermos a parceria da comunidade, é de fundamental importância que a sociedade abrace a causa e coloque em práticas ações pequenas que fazem a diferença. A erradicação de problemas como caramujos e dengue só vai acontecer se cada um fizer a sua parte... Nós da Vigilância estamos dispostos em trabalhar em prol da comunidade e vocês? Esperamos que sim. Ajude a Vigilância local a se fortalecer exercendo princípios básicos de cidadania... Nós da Secretaria de Saúde agradecemos.

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